sexta-feira

Jambalaia de Siri (o prato do dia)


Estava pensando nisso havia um tempo. Registrar aqui alguns dos caminhos percorridos desde as primeiras inserções gastronômicas na internet. A colunaPaladar nasceu no fim de 2002 e encorpou-se em 2003 no sitehttp://www.parana-online.com.br/ (do jornal O Estado do Paraná) – sim, bem antes do caderno homônimo do Estadão -, para ganhar posteriormente o espaço impresso e crescer nesses anos todos de encontro permanente com os leitores, trocando sabores e experiências.
Nesses quase oito anos de estrada rolou de tudo por aqui, desde receitas tradicionais e outras mais ousadas, juntando experiências próprias com criações de alguns dos mais importantes chefs da gastronomia brasileira, colaboradores eventuais da coluna, que a cada semana sugere um tema para girar em torno de ingredientes e receitas.
Iremos assim, portanto, de agora em diante: repassando aqui uma receita por dia (ou pelo menos tentar chegar no máximo a isso). Começando com um clássico de nossa família a cada temporada de verão na Praia de Ingleses, em Florianópolis, a Jambalaia de siri. Originalmente veio numa revista Cláudia dos anos 80, mas passou por adaptações, reequilíbrio de ingredientes e chegou a esse ponto de agora. É muito saborosa, fácil de fazer e garantia de uma ótima refeição.
A cada publicação vou tentar relacionar com a época e o tema publicado na ocasião. A jambalaia é de setembro de 2003 e (como dá para notar) havia na época alguns, digamos, tropeços fotográficos que o tempo se encarregou de corrigir. Nada comprometedor, porém.
Vamos lá, então, ao nosso Prato do Dia:


Jambalaia de siri

Ingredientes:

8 fatias de bacon
1 xícara de cebola picada
1 xícara de salsão picado
½ xícara de pimentão verde picado
½ xícara de pimentão vermelho picado
1,2 kg de tomates descascados e picados
2 xícaras de arroz
750 g de carne de siri
1 colher (sopa) de molho inglês
1 pimenta dedo-de-moça picada e sem as sementes
sal

Modo de fazer:

Frite o bacon em uma panela grande até que esteja crocante. Escorra sobre papel toalha e esmigalhe, reservando. Aproveite 3 colheres (sopa) da gordura da fritura e descarte o restante.
Refogue na gordura a cebola até perder a cor. Junte o salsão e o pimentão, até que estejam macios. Acrescente finalmente o tomate, o arroz e a carne de siri, com o molho de inglês, o sal e a pimenta. Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo, mexendo de vez em quando (o tomate solta líquido suficiente, mas se por acaso secar muito, acrescente um pouco d'água quente), por cerca de 25 minutos, até que o arroz esteja macio, mas sem desmanchar.
Leve a um prato de servir e salpique com o bacon esmigalhado.

Rende 6 a 8 porções.

O camarão do Miss Saïgon no prato do dia


Quando inaugurou o Babilônia – a proposta de um ponto de encontro gastronômico 24 horas – o empresário Mássimo Lorenzeti quis dar um toque oriental à casa. Fugindo dos chineses e japoneses que já eram muitos naquele ano de 2005, trouxe a Curitiba os sabores diferenciados do sudeste asiático, do Paquistão à Malásia, passando pela Índia, Nepal, Mianmar, Tailândia e Vietnã, entre outros locais por onde o chef Carlos Jorge Zimerman passou em suas andanças profissionais. Com destaque para o Camarão Miss Saïgon, ao alcance de qualquer um de nós, pobres mortais. Todos os ingredientes listados, aparentemente desconhecidos a quem pouco circulou pela cozinha oriental, podem ser encontrados em loja especializada no Mercado Municipal. Kaffir-lime, por exemplo, são folhas de limão secas bem parecidas com as nossas e podem até ser substituídas. Pudesse eu me meter na receita alheia, trocaria o açúcar mascavo pelo açúcar de coco, ou palm sugar, que também já se encontra por aqui. Mas quem sou eu na ordem do dia? O prato é divino e fácil de fazer. E agora entra no nosso cardápio, como prato do dia desse sábado.



Camarão Miss Saïgon

Ingredientes:

500 g de camarões graúdos brancos, bem limpos, inteiros, com ou sem o rabo
350 ml de leite de coco
150 ml de água
2 caules de capim-limão (só a parte branca, finamente picada)
5 folhas de kaffir-lime
2 colheres (sopa) de concentrado de tamarindo
1 colher (chá) de açúcar mascavo
2 pimentas dedo-de-moça picadas ou fatiadas (ou pimenta caiena)
1 colher (chá) de molho de peixe (näm bplah)
30 g de coco ralado, torrado no forno, até escurecer
cascas de 2 laranjas raspadas ou descascadas em tiras finas
1 colher (chá) de cúrcuma

Modo de fazer:

Misture o leite de coco e a água e leve ao fogo médio até ferver. Junte então o capim-limão, as folhas de kaffir-lime e a pimenta vermelha. Cozinhe em fogo baixo por uns 8 minutos.
Adicione o tamarindo, o molho de peixe (ou sal), cúrcuma e açúcar mascavo. Cozinhe por mais uns 8 minutos.
Coloque os camarões e cozinhe até ficarem cor-de-rosa e macios. Mais ou menos 5 a 7 minutos. Engrosse o caldo, se desejar.
Sirva polvilhado com coco torrado e raspas de casca de laranja, acompanhado de arroz branco aromatizado e cozido no vapor.

Rendimento: 3 a 4 porções.

O carneiro atolado do Adur


Nas noites de quarta-feira um cardápio especial. Marcos Adur, proprietário do restaurante Dom Carneiro, sempre oferecia mais do que o cardápio básico da casa, as tantas variações de carneiro e outros assados. Reunia um grupo de amigos, outros que foram chegando por saberem da novidade e comandava as panelas, quase sempre com cozidos. E o ponto alto dentre todas as variações apresentadas era, sem dúvida, o Carneiro atolado, pedaços do pescoço do bicho (ou espinhaço, como chamam os gaúchos) refogados e depois cozidos com batata-salsa (ou mandioquinha ou batata-baroa), mandioca, tomate, cebola e pimentão.
A receita de hoje foi publicada em 2006 na coluna Paladar (jornal O Estado do Paraná e site Paraná Online) e agora entra aqui, como prato do dia desse domingo. Com saudades daqueles tempos e o velado pedido para que Adur decida voltar com os jantares especiais da quarta-feira.



Carneiro atolado

Ingredientes:

300 g de batata-salsa
300 g de mandioca
2 kg de pescoço de carneiro
1 xícara de cebola picada
3 dentes de alho picado
½ xícara de pimentão vermelho
3 xícara de tomate picado sem pele e sem semente
2 tabletes de caldo de carne
sal a gosto
1 maço de cebolinha
1 maço de salsinha
1 ramo de alecrim (se optar)

Modo de fazer:

Em uma panela de pressão grande coloque o pescoço de carneiro para fritar até ficar bem dourado. Retire o excesso de gordura e acrescente cebola, alho, caldo de carne, metade da cebolinha e metade da salsinha. Deixe fritar por mais 20 minutos.
Em seguida junte o tomate, o pimentão, a batata-salsa e a mandioca, acrescente água fervente até cobrir todos os ingredientes. Tampe a panela, deixando cozinhar aproximadamente 30 minutos após começar a fervura.
Abra a panela, acerte o sal, verifique se a carne está macia, deixe engrossar o caldo e sirva em seguida, com o restante da salsinha e da cebolinha.

Rendimento: 6 porções.

Saindo "pra" comer!!

Adoro cozinhar, porém, adoro mais ainda, descobrir lugares onde posso comer bem. Elegi aqui em Teixeira de Freitas, alguns lugares onde me sinto bem, pela harmonia do lugar em conjunto com a deliciosa comida servida ali. Vou dividir por categorias:

Hambúrguer: Quem quer comer hambúrguer de excelente qualidade, com um sabor inigualável tem que ir ao “Red Lanches” ou fazer o pedido por telefone. Eles servem uma maionese muito saborosa, caseira, feita por Jadson, com uma receita só dele. O ambiente é jovial, o atendimento muito bom e, sem medo de errar, quem optar pelo “Red lanches” vai ficar satisfeito com a escolha.

Pizza: Adoro pizza. De todos os sabores, regadas com azeite, com pimenta, recheios diversos. Recomendo a do “Bonna Pizza”. O ambiente é calmo, convidativo, lembrando cantinas italianas. A carta de vinhos é razoável. O serviço dos garçons poderia ser melhor. Ganham na diversidade de pizzas oferecidas e na qualidade dos ingredientes. É, sem dúvida alguma, a melhor pizza de Teixeira.
Comida japonesa: Já experimentei alguns restaurantes da cidade e, quando vou a Vitória, também me aventuro por lá. De todos que eu fui, o que mais agradou foi o “Minato”. O ambiente é pequeno, aconchegante, acolhedor. O serviço também é muito bom. Garçons competentes, comida deliciosa, capricho total.
Um charme eles oferecerem toalhinhas úmidas e quentinhas para limpar as mãos. Fazem coquetéis de frutas variadas, muito bonitos e deliciosos, com ou sem álcool. Capricham na ornamentação dos pratos que são muito coloridos. Uma boa pedida para comemorações a grupos pequenos.

Churrasco: “Churrascaria do Zequinha”(o nome é outro, mas todos a conhecem assim).O ambiente é apertado, típico de churrascarias de bairro, as mesas desconfortáveis, espaço pequeno, porém, a carne e os acompanhamentos compensam todo o resto. Os garçons, na grande maioria, são agradáveis e rápidos no serviço. Pena que eles têm hora para fechar. A cerveja também está sempre geladinha. Deveriam colocar uma música ambiente e mesas mais moderninhas e confortáveis.
La Carte: Dia de festa, de comemoração, não faço outra escolha que não seja “O Lord Hotel”, aquele perto do shopping. Tudo muito acolhedor, muito arrumadinho. Serviço muito bom e uma comida leve, deliciosa. Os antepastos compensam a espera e a refeição principal é sempre um prêmio à parte. Cartela de vinhos muito boa também. Recomendo um penne ao molho branco com filé ao molho madeira. Divino! Sempre que vou lá me sinto muito bem. Excelente para quem quer uma comemoração a dois ou em família.

Petiscos: Reunir amigos na “Casa do Churrasqueiro” é certeza de satisfação. Ambiente muito gostoso, atendimento primoroso, cerveja geladíssima e música ao vivo no tom certo, que não atrapalha as conversas nas mesas. Os petiscos servidos lá são deliciosos. Tudo na medida certa. Bom também pra namorar (sem agarramentos, só conversa, olhares, toques sutis e, se quiser, pode até dançar). Eles também têm uma boa carta de vinho.

Self service: Um lugarzinho excelente pra quem gosta de self service é o “Vila do Mar”. Deram uma modernizada no ambiente deixando-o bem mais espaçoso e confortável. A variedade de saladas e molhos é convidativa. A comida tem gostinho de comida da vovó, bem temperada, sem carregar no sal ou na cebola. Boa variedade de peixes e “um bucadim” de comida mineira.

E a comida? A comida é basicamente de origem africana, onde sua principal diferença é o tempero mais forte, que é à base de leite de coco, pimenta, gengibre e azeite, e uma curiosidade sobre a gastronomia baiana é que há dois tipos de preparo.
1º - Feita nos terreiros de Candomblé (para quem não sabe, é uma das religiões afro-brasileira) e oferecida para os Orixás.
2º - Preparadas e vendidas pelas baianas do acarajé, e nas residências e restaurantes onde são mais temperadas e saborosas.

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O bom é que se você está com vontade de experimentar as comidas típicas da Bahia, como Acarajé, Mocotó, Moqueca, Tapioca, Baba-de-moça entre outras, não é preciso entrar em um restaurante, pois existem barraquinhas destas comidas, como se fossem de festa junina, perfeitas para comer a primeira vez! Mas não é porque estamos em Salvador, que não podemos comer outros tipos de comida, certo? Há uma grande variedade de restaurantes com comidas de outros lugares, como Churrascaria, Culinária Árabe ou Mexicana.
Aproveitando o assunto, a cidade tem ótimos barzinhos e choperias, afinal, a cerveja não pode faltar! Uma dica é o “Bar Bond Canto”, onde se canta, dança, brinca, toca e se diverte muito! Já que tocamos no assunto música, o que não podemos esquecer é do famoso Olodum, o bloco-afro do carnaval que foi fundado em 1979. É possível assistir os ensaios do bloco, confira no site http://www.olodum.uol.com.br os horários de ensaio e caia no ritmo.
Fotos de  DELICIAS DA CULINÁRIA BAIANA ACARAJÉ & ABARÁ Q´DELÍCIA
BUFFET DE COMIDAS TÍPICAS DE SÃO JOÃO!!!71. 9942.8405/ 8207.3402 em Salvador, BA, Brasil
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